eu quis cantar... ♪

quinta-feira, 15 de março de 2012

e assim se foi. não pense que deixei de te ver naquela noite. eu com um cigarro na mão fazendo meus mais conturbados desejos e sentindo as mais maravilhosas sensações das energias positivas quando me deparo com a porta. você dali saiu, sei que me viu, e aplaudo não ter vindo pra perto. assim evitou algo ruim, algo do fim. com medo de errar, mas com coragem de tentar acertar, eu passei a andar com meus próprios pés no chão. por vezes acabo flutuando, é verdade, pois me sobra inspiração. inspiração que não tenho com quem dividir, a não ser com este velho blog que ainda pulsa.. pulsa.. pulsa.. seu pulsar está tão parado, tão inorbido. quem sabe não apareça algum novo motivo para que essas letras possam voltar a ser corridas.. quem sabe. perdão por perder o fio da meada, onde parei? ah sim, deveria seguir o mesmo conselho. o conselho daquele comentário. talvez só um nome não basta. chega de um nome só. oportunidades foram dadas, não se soube aproveitar, então, chega de chorar pela besteiras consumadas e passe a escrever novas histórias, assim como eu, como pode ler, acabo escrevendo por aqui. tudo bem que são histórias relâmpagos, mas, um dia, quem sabe, não acerte!? algumas protagonistas até se repetem, isso pode ser um bom começo. alias, quando te vi, observei um protagonista antigo seu. tente com ele, oras bolas. já nos ensinamos tudo que poderia ter sido ensinado. e o que não quisemos aprender, não aprendemos. o livro da vida já virou, só que pode ter sido fechado em algum momento. reabra-o e flutue, por vezes, também. não deixarei de lembrar do seu carinho e afeto, como nunca deixei. só que eles não bastam mais para superar a cicatriz que ficou dentro no meu peito, graças aquela estaca que me fora colocada.

... uma canção iluminada de sol ♫

me resumo as minhas músicas agora, que me fazem voar até pelos céus azuis da noite escura do fim dos tempos.

Tiê - A Bailarina e o Astronauta

terça-feira, 13 de março de 2012

Eu sou uma bailarina e cheguei aqui sozinha.
Não pergunte como eu vim,
porque já não sei de mim.
Do meu circo eu fui embora,
sei que minha família chora.
Não podia desistir,
se um dia, como um sonho ele apareceu pra mim.
Tão brilhante como um lindo avião.
Chamuscando fogo e cinzas pelo chão.
De repente como um susto,
num arbusto logo em frente,
aconteceu uma explosão,
afastando a minha gente.
Mas eu não quis ir embora, não podia ir embora.
Como se nascesse ali um amor absoluto pelo homem que eu vi.
Poderia lhe entregar meu coração.
Alma, vida e até minha atenção.
Mas vieram as sirenes e homens falando estranho.
Carregaram meu presente como se ele fosse um santo.
Dirigiam um carro branco e num segundo foram embora.
Desse dia até agora, não sei como, não pergunte, procuro por todo canto.

Astronauta, diz pra mim cade você, bailarina não consegue mais viver.

dias melhores.

domingo, 11 de março de 2012

definir dias melhores não é uma tarefa tão fácil. esses novos caminhos e opções que vem aparecendo são bem ímpares e por isso não se há um parâmetro. a roda gigante continua funcionando, agora com carrinhos novos, mais modernos... porém, um carrinho do passado ficou e parece estar disponível. mas em quanto tempo distante a pessoa consegue mudar a ponto de trollar totalmente aquela química inicial? em quanto tempo dois corações que em uma simples festa mostraram se completar podem muito bem não fazer mais o tipo um do outro? nada mudou. a não ser o ano, as pessoas, as situações... e é com esse nada mudou que talvez faça o não óbvio ser uma mera coincidência e o destino realmente colocar os dois frente a frente de novo, talvez para uma simples valsa, que só dure um ato... ou que essa valsa entre em turnê e dure uma pequena eternidade. enfim. em contra partida veio algo menos óbvio ainda. não fazia ideia de quem era, nem reparado na existência havia. por outro lado, já me observava a quase um semestre inteiro... tempo, tempo, tempo, tempo... seu jeito pouco incomum e desapegado, talvez, acabará me conquistando de forma que esquecesse quem não deveria, quem está em meu caminho para concluirmos uma etapa... quantas dúvidas. quantos recomeçou. e ao mesmo tempo, a mesma vida, a mesma solidão, a mesma promessa de dias melhores.

Mutantes - Panis et Circensis

sexta-feira, 9 de março de 2012

Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Mandei fazer
De puro aço luminoso um punhal
Para matar o meu amor e matei
As cinco horas na Avenida Central
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Mandei plantar
Folhas de sonhos no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes procurar, procurar

Mas as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Essas pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

um novo tempo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

não se espante se lhe vier a sensação de déjà vu (termo usado na língua francesa que determina o já visto, uma sensação de já ter visto ou vivido aquele momento tendo a certeza que nunca ocorreu antes), é que realmente este texto será nostálgico, cheio de emoções passadas. um certo dia resolvi mudar e fazer tudo que eu queria fazer, me libertei daquela vida vulgar que eu levava estando junto à você, como já dizia dona Rita Lee. mas, por algum motivo, tentei voltar atrás e acertar o passado motivado por um sentimento que em mim ainda vivia, bem apagado, mas vivia. eis que fui, consegui retornar, conseguir despertar o sentimento com uma força tão avaçaladora quanto ele já havia sido. porém, nesse tempo, tinha um erro. ele já não era mais correspondido, não era mais tratado como fora um dia. dai que vem o sentimento de que já passamos por isso antes. como um suicída ele se jogou contra a parede e se explodiu. porém, ao contrário da última vez, foi feito tudo para dar certo. não há mais sobras, vestígios, restos... não há mais nada. o último que sair já pode apagar a luz. novas história serão escritas e a sensação do perder já não incomoda mais. essa sensação de já ter aprendido e lidado com isso antes passa a ser boa, pelo fato de que realmente não há mais nada para se fazer. e por fim é isso. sem mais delongas, esse é o último texto desses casos e acasos.

que venham novos tempos, que venham...

são 4h15 da manhã.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

pois é, justamente nessa hora meus sentimentos andam se misturando e vivendo um intenso carnaval interno. já esta mais que explícito meu futuro e meus projetos a partir de agora. sim, a história acabou. e não, não virei um mutante para estar sempre sozinho. estou indo para uma nova guerra e lá, caso saia vencedor, sei onde irei pisar e que poderei confiar. sei que não vai ser fácil para um de nós dois, apenas um. pois, sinceramente, eu já estou preparado para o que virá, mesmo sabendo o quanto irá doer. como sabemos é dor passageira, dor curada. agora o outro lado da ponte já está trágico e as colisões serão cada vez piores. mas a pior colisão será quando você perceber o erro que foi ter começado tudo de forma errada. alguém já te disse e faço dele as minhas palavras, 'você é ruizinha, sempre estará errada.' e de fato é isso. ponto final, vira a folha e parágrafo. agora começa a nova fase, depois da prova dos noves posso ir em paz.

Mutante - Rita Lee

Juro que não vai doer
Se um dia eu roubar
O seu anel de brilhantes
Afinal de contas dei meu coração
E você pôs na estante
Como um troféu
No meio da bugiganga
Você me deixou de tanga
Ai de mim que sou romântica!

Kiss baby, kiss me baby, kiss me
Pena que você não me kiss
Não me suicidei por um triz
Ai de mim que sou assim!

Quando eu me sinto um pouco rejeitada
Me dá um nó na garganta
Choro até secar a alma de toda mágoa
Depois eu passo pra outra
Como mutante
No fundo sempre sozinho
Seguindo o meu caminho
Ai de mim que sou romântica!

Kiss baby, kiss me baby, kiss me
Pena que você não me kiss
Não me suicidei por um triz
Ai de mim que sou assim!